quinta-feira, 14 de abril de 2011

E quando a balança está equilibrada?

Há dias que ando a pensar na minha balança decisional. Preciso de tomar decisões e não consigo. Ando num impasse. Faço, não faço. Pensei em estratégias que me ajudassem a decidir e mentalmente peso, com frequência, os prós e contras, mas não consigo chegar a nenhuma conclusão. Entretanto, a inércia apodera-se de mim e nem para trás, nem para a frente. Fico naquela (expressão típica de adolescente e também traduz o meu estado neste momento). Realmente pareço uma adolescente. Vivo um dia de cada vez, mas sempre com as dúvidas e as inquietações a perseguirem-me. Não é bem adolescência, porque nesta fase da vida não se elabora grandemente sobre os assuntos. Faz-se e pronto, logo que vê. Enfim.

Voltando atrás, depois de muito ponderar, voltei à estaca zero, as vantagens de tomar uma decisão não pesam mais do que as desvantagens e aqui ando às voltas.

Porque é que isto é um problema? Boa pergunta. Cheguei à conclusão que detesto andar neste impasse, muito menos durante tanto tempo. Por isso, preciso de mais estratégias que me ajudem a decidir. Ontem pensei: "posso desistir, mas depois lembrei-me, possa nunca desisti de nada na minha vida". Será que estou preparada para lidar, pela primeira vez, com os sentimentos inerentes a desistir de algo? Não sei se me apetece. Não sei se me apetece lidar com as dúvidas de quem não pagou para ver. Mas se pago para ver...este show pode continuar igual, num impasse.

Penso, e já não é de agora, penso bastante e até utilizei a balança decisional para me ajudar. Ao fim ao cabo não cheguei a nenhuma conclusão que me possibilitasse sair deste ciclo vicioso.

Resigno-me e vivo um dia de cada vez, mas até quando vou aguentar?

A minha balança está equilibrada! Mas porque? Porque aquilo que penso é substancialmente diferente daquilo que sinto.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Tempo?

Até parece que nunca uso relógio!Quem me conhece sabe que desde o meu primeiro flik flak verde com 10 anos que nunca mais larguei aquele que para muitos é um acessório, mas que para mim é um organizador diário do meu tempo. Uso relógio todos os dias e nunca saio de casa sem ele. Facto que me leva a colocar uma questão: porque estou sempre nos sítios na altura errada? Parece que o meu relógio apesar de marcar horas, minutos e segundos não me guia em nada. Chego, consecutivamente, fora do tempo. Ainda hei-de mudar de marca de relógio ou voltar à ampulheta a ver se ajuda. Mas talvez não seja esse o problema...quando descobrir a resposta volto e partilho. Até lá fico-me pela seguinte conclusão: o tempo não é meu aliado!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Fio condutor!

Nem sempre a minha vida tem um fio condutor linear e tradutor daquilo que é a minha essência como pessoa. Parece que perco o sentido daquilo que defendo e pretendo. É como se ficasse com a visão turva em momentos de miopia existencial. Perco por instantes, às vezes dias, a noção da realidade e transformo tudo em mais ou menos nada, sem sentido. De repente, dou-me conta que vivo, sem perceber os traços reais, os limites e as definições específicas de tudo o que me envolve, como se de uma miopia de mais de 3 dioprias se tratasse. Ao longe nada é claro e está envolto numa nuvem de poeira, ao perto é concreto, real, cheiroso, palpável, saboroso e audível. Pode até parecer que tudo isto acontece porque não sei o que quero, mas não é isso...Eu sei o que quero, só desconheço os cortornos da forma do que quero porque sou muito miope...
Poderá algum dia haver algo que ligue tudo aquilo que vejo e sinto que quero numa única forma? Espero que essa forma esteja ao alcance da minha deficiente visão...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Preciso...

Depois de uns longos meses sem pensamento crítico activo, as inquietações pessoais voltaram. Não cheguei, com certeza, a conclusões taxativas, nem tão pouco verdades absolutas, mas conclui algumas coisas....
Preciso:
- de pensar com frequência;
- de pessoas que gostem de mim;
- de me sentir realizada com o meu trabalho;
- de admitir que sou humana e preciso de ajuda;
- de perceber que não sou uma ilha;
- da família ao meu lado;
- dos meus pais com saúde;
- de conversas que me estimulem intelectualmente;
- de conhecer pessoas novas;
- de conhecer boas pessoas;
- de me libertar da espiral de crítica social;
- de fugir da maldade;
- de gritar quando estou zangada;
- de abraçar alguém;
- de sair desta ilha de vez em quando;
- de ver tv;
- de ler livros;
- de voltar a acreditar;
- de conduzir;
- de ouvir boa música;
- de limpar a casa;
- de pintar;
- de sorrir;
- de ver o mar;
- de pão;
- de sonhar;
- de ler o horóscopo;
- de livros;
- de massa;
- de internet;
- de amigos virtuais;
- de recordar o passado;
- de tatuagens;
- de dinheiro para pagar as contas;
- de um beijo de boa noite...
Com tudo isto preciso de muito mais do que pensava...fogo!O ser humano é complexo. Obrigada ao amigo M. que hoje me ouviu e questionou. Não sei se cheguei a alguma conclusão, mas pelo menos esteve ali, deu-me um beijo e fez-me rir...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A minha Lua partida!

Voltei para partilhar convosco uma história de um dia banal.
Era um dia de trabalho igual a tantos outros mas numa hora de almoço muito agradável ouvi uma mãe contar que a sua filha de 3 anos tinha passado a noite a chorar. Adivinhem porque chorava esta pequena...nem imaginam. Ela havia descoberto ao olhar para o céu que a Lua estava partida e isso deixou-a muito triste. É daquelas coisas que ouvimos e que de repente nos fazem pensar. Fogo, nunca havia pensado nisto! Cheguei à conclusão que choro por várias razões... alegria, tristeza, entusiasmo, raiva, mas nunca chorei porque olhei para a Lua partida. Passei alguns minutos a pensar nisto e de repente o Sol do meu dia brilhou mais. Era a ingenuidade de uma criança que me fazia sorrir.
Depois de algumas horas olhei para a Lua e percebi que a ingenuidade da criança que me fez sorrir, faz-me agora pensar e ficar triste. Afinal perdi ao longo da minha vida toda a inocência e ingenuidade que fazem das crianças seres tão puros e tão especiais capazes de só eles olharem a Lua e perceberem que está partida. Eu olho para ela e às vezes nem a vejo...olho o meu coração e não o vejo mas sei...sinto...que está mais partido do que a Lua da pequena de 3 anos.
Quero de volta a minha inocência...quero voltar a olhar o mundo como se tivesse 3 anos e uma vida inteira de Luas partidas para ver!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mensagem de férias...

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos"....Charles Chaplin

sábado, 10 de julho de 2010

Insistências!

Corria o ano de 2009, a passos largos para o fim, quando numa surpresa algo mudou. Foi engraçada, entusiasmante, animada...numa palavra diferente!Tão diferentes!
As diferenças correram para o ano 2010 e na sua primeira noite, mesmo à meia-noite um pedido inesperado, mas bom. Apanhou-me de surpresa, como quem fica a saber que ganhou um prémio de forma inesperada. Um sorriso parvo marcou o momento, mas oito dias depois era bom demais para ser verdade. A nova notícia veio confirmar a suspeita construída ao longo dos anos. Nem só de momentos felizes vive o homem...ou melhor serão mais os tristes do que os felizes.
A partir desse dia nada foi o mesmo...
Um lutou numa guerra inglória, sabendo de ante-mão que estava perdida, mas não conseguindo nunca baixar as armas. O outro deixou os dias passarem por si à espera de sorrir sempre que a vida lhe proporcionasse esses momentos. Nunca conseguiu rir por si mesmo...
"Será que a guerra tinha um fim?"Perguntava-se o primeiro...enquanto o segundo pensava..."Quando a guerra terminar poderei respirar de alívio. Sei que não vou morrer nem nela, nem com ela, mas também não quero lutar a vida toda. Estes inimigos são invencíveis."
Como podem imaginar...a guerra acabou...um respira de alívio, o outro condena-se por ter entrado nela. Afinal de contas sabia que iria deixar-se vencer, mas não a evitou. Estamos em pleno Verão de 2010 e os dias sombrios, cinzentos e longos contemplam as janelas daquele que sozinho lambe as feridas de mais uma guerra. Quanto tempo demorarão a cicatrizar?Não faço ideia, mas sei que o corpo deste guerreiro está repleto de marcas e que nas próximas lutas a sua armadura será mais reforçada. Afinal não se sabe quando será a próxima. Teremos guerreiro ou teremos um pajem que já não acredita e que deixará as batalhas para os que hão-de vir?
O amanhã falará por si...enquanto que do ontem renasce arrependimento, mágoa, desilusão, feridas e descrédito.