segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Preciso...

Depois de uns longos meses sem pensamento crítico activo, as inquietações pessoais voltaram. Não cheguei, com certeza, a conclusões taxativas, nem tão pouco verdades absolutas, mas conclui algumas coisas....
Preciso:
- de pensar com frequência;
- de pessoas que gostem de mim;
- de me sentir realizada com o meu trabalho;
- de admitir que sou humana e preciso de ajuda;
- de perceber que não sou uma ilha;
- da família ao meu lado;
- dos meus pais com saúde;
- de conversas que me estimulem intelectualmente;
- de conhecer pessoas novas;
- de conhecer boas pessoas;
- de me libertar da espiral de crítica social;
- de fugir da maldade;
- de gritar quando estou zangada;
- de abraçar alguém;
- de sair desta ilha de vez em quando;
- de ver tv;
- de ler livros;
- de voltar a acreditar;
- de conduzir;
- de ouvir boa música;
- de limpar a casa;
- de pintar;
- de sorrir;
- de ver o mar;
- de pão;
- de sonhar;
- de ler o horóscopo;
- de livros;
- de massa;
- de internet;
- de amigos virtuais;
- de recordar o passado;
- de tatuagens;
- de dinheiro para pagar as contas;
- de um beijo de boa noite...
Com tudo isto preciso de muito mais do que pensava...fogo!O ser humano é complexo. Obrigada ao amigo M. que hoje me ouviu e questionou. Não sei se cheguei a alguma conclusão, mas pelo menos esteve ali, deu-me um beijo e fez-me rir...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A minha Lua partida!

Voltei para partilhar convosco uma história de um dia banal.
Era um dia de trabalho igual a tantos outros mas numa hora de almoço muito agradável ouvi uma mãe contar que a sua filha de 3 anos tinha passado a noite a chorar. Adivinhem porque chorava esta pequena...nem imaginam. Ela havia descoberto ao olhar para o céu que a Lua estava partida e isso deixou-a muito triste. É daquelas coisas que ouvimos e que de repente nos fazem pensar. Fogo, nunca havia pensado nisto! Cheguei à conclusão que choro por várias razões... alegria, tristeza, entusiasmo, raiva, mas nunca chorei porque olhei para a Lua partida. Passei alguns minutos a pensar nisto e de repente o Sol do meu dia brilhou mais. Era a ingenuidade de uma criança que me fazia sorrir.
Depois de algumas horas olhei para a Lua e percebi que a ingenuidade da criança que me fez sorrir, faz-me agora pensar e ficar triste. Afinal perdi ao longo da minha vida toda a inocência e ingenuidade que fazem das crianças seres tão puros e tão especiais capazes de só eles olharem a Lua e perceberem que está partida. Eu olho para ela e às vezes nem a vejo...olho o meu coração e não o vejo mas sei...sinto...que está mais partido do que a Lua da pequena de 3 anos.
Quero de volta a minha inocência...quero voltar a olhar o mundo como se tivesse 3 anos e uma vida inteira de Luas partidas para ver!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mensagem de férias...

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos"....Charles Chaplin

sábado, 10 de julho de 2010

Insistências!

Corria o ano de 2009, a passos largos para o fim, quando numa surpresa algo mudou. Foi engraçada, entusiasmante, animada...numa palavra diferente!Tão diferentes!
As diferenças correram para o ano 2010 e na sua primeira noite, mesmo à meia-noite um pedido inesperado, mas bom. Apanhou-me de surpresa, como quem fica a saber que ganhou um prémio de forma inesperada. Um sorriso parvo marcou o momento, mas oito dias depois era bom demais para ser verdade. A nova notícia veio confirmar a suspeita construída ao longo dos anos. Nem só de momentos felizes vive o homem...ou melhor serão mais os tristes do que os felizes.
A partir desse dia nada foi o mesmo...
Um lutou numa guerra inglória, sabendo de ante-mão que estava perdida, mas não conseguindo nunca baixar as armas. O outro deixou os dias passarem por si à espera de sorrir sempre que a vida lhe proporcionasse esses momentos. Nunca conseguiu rir por si mesmo...
"Será que a guerra tinha um fim?"Perguntava-se o primeiro...enquanto o segundo pensava..."Quando a guerra terminar poderei respirar de alívio. Sei que não vou morrer nem nela, nem com ela, mas também não quero lutar a vida toda. Estes inimigos são invencíveis."
Como podem imaginar...a guerra acabou...um respira de alívio, o outro condena-se por ter entrado nela. Afinal de contas sabia que iria deixar-se vencer, mas não a evitou. Estamos em pleno Verão de 2010 e os dias sombrios, cinzentos e longos contemplam as janelas daquele que sozinho lambe as feridas de mais uma guerra. Quanto tempo demorarão a cicatrizar?Não faço ideia, mas sei que o corpo deste guerreiro está repleto de marcas e que nas próximas lutas a sua armadura será mais reforçada. Afinal não se sabe quando será a próxima. Teremos guerreiro ou teremos um pajem que já não acredita e que deixará as batalhas para os que hão-de vir?
O amanhã falará por si...enquanto que do ontem renasce arrependimento, mágoa, desilusão, feridas e descrédito.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pintar a parede!

Voltei...
Não tenho tido disponibilidade mental para partilhar ideias, pensamentos, sentimentos ou mesmo os últimos acontecimentos da minha vida. Por acaso, reli hoje o último post e pensei: "se adivinhar desse dinheiro eu era rica, assim sou apenas parva".
Diz o povo: "Abril águas mil!", e eu afirmo é verdade sim senhor!
Para além disto, muitas coisas a fazer, muitas mudanças, muitas preocupações e até me esqueci de celebrar.
Pois é...a parede pintei de cor-de-laranja como se da cor de um tempo de estudante se tratasse. O resto vai aos poucos, com uma ansiedade e um nervosismo únicos apenas semelhantes aos dias dos exames da faculdade.
E aquele dia? Naquele dia os nervos eram tantos como no dia em que em frente a um júri defendi 32 páginas de um mini projecto de investigação, a tese de mestrado. O meu corpo reage em momentos de muito nervosismo apagando da memória tudo o que é dito, sentido, pensado...às vezes até feito! Afinal tive 19... é pena ter apagado tudo da minha memória. Do dia 20 de Julho de 2007 até começar a trabalhar foi um saltinho que espero também, neste caso, ser pequeno.
Voltando aos pensamentos iniciais, realmente pior que isto tinha sido impossível, mais difícil que isto também era complicado!´
Vive-se um lema que me acompanha na aventura pela ilha..."um dia de cada vez". Pergunto-me muitas vezes até que idade vou conseguir ou mesmo querer continuar a viver este lema. Para lá dos 27 anos caminho a passos largos para uma etapa em que é preciso pensar no futuro...será que viver um dia de cada vez é compatível com os meus projectos de realização pessoal e profissional?Não sei...começo a duvidar e as dúvidas põem-se num momento em que aquilo que escolhi para mim não me pode ou não quer me acompanhar nestes projectos.
Diz o povo, mas agora com uma adaptação minha: "vale mais só do que pouco acompanhada!"

sábado, 6 de março de 2010

Wrong answer!

Para mim sempre foi mais fácil estar emocionalmente sozinha do que gostar. Quando gosto há ideias que me martelam a cabeça com frequência, por exemplo "não é a pessoa certa". Afinal não são ideias mas sim uma ideia forte. Será que há a pessoa certa? Talvez não haja, mas a minha é sempre a mais errada de todas...pior seria impossível!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

She is the one but...

Queria poder partilhar boas notícias com vocês. Poder até posso, mas aqui sempre partilho dúvidas, inquietações, dificuldades, medos, tristezas, etc.
Se calhar engano-vos bastante. Se apenas lerem os meus posts vão ficar com a ideia que ando sempre em baixo e que a minha vida não corre bem. Para que tal não aconteça, liguem-me e perguntem como estou.
Podem assim perceber que o meu lado negro escreve-se sozinho como se de um monstro se tratasse e que se apodera dos meus dedos. Mas há também um lado muito cor-de-rosa na minha vida. Esse Eu, e desculpem-me por isso, partilho pessoalmente no dia-a-dia com quem me cruzo...Sim, é verdade...a escrita é um refúgio para mim. Também o é a pintura, o cinema, a leitura, as artes em geral. No quotidiano não me consigo refugiar. Apresento-me aos outros tal qual como sou: teimosa, contestatária, orgulhosa, reivindicativa, extrovertida, brincalhona, boa ouvinte, falsamente independente, subtilmente meiga, sinceramente simpática, prática, simples e genuinamente sincera.
Tenho boas notícias...tenho coisas novas a acontecerem na minha vida. Estou entusiasmada e feliz. O amanhã tem um mas...mas pronto, logo se vê.