Odiar o passado é sinónimo de falta de capacidade para amar o presente e desejar que o futuro chegue. Não odeio, nem nunca odeiei o passado, por isso mesmo custa-me imenso arrumá-lo como se de ontem se tratasse. Muitas vezes penso que uma certa clivagem no tempo do meu Eu dava jeito para superar o passado e sentir que o presente, esperando amar o futuro. Odiar o passado, numa fase aguda de crise, far-me-ia tão bem :)
quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Filme
A vida real é tão diferente dos filmes...aqui os corações rasgados gemem de dor e atravessam o peito num impulso incontrolável de lutar por tudo o que já foi. Tudo o que se perde deixa para trás um amargo de boca como se faltasse tanto para sabermos como tinha sido se conseguissemos ser felizes para sempre.
Morte natural!
Hoje passei o dia a pensar no "sentido da vida" (tal como diz uma amiga) ou melhor, passei o dia a pensar: será melhor morrer depois de sofrer muito por doença ou será mais fácil morrer de repente, como se diz, de morte natural, de preferência a dormir? Tal questão levantou-me uma outra, há relações afectivas que acabam depois de muitas discussões, de traições, de falta de amor e há outras que terminam com passar do tempo, com o pouco avançar das coisas, como se morte natural se tratasse. Há fim de relações por doença, quer prolongada, quer súbita e outros de morte natural. Mas afinal qual dos fins é menos doloroso? E qual a lógica deste pensamento? Nem eu mesma si aonde queria chegar com tal questão e a confusão mental é de tal ordem que me custa desenvolver, agrupar ou mesmo organizar ideias soltas para uma direcção.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Pisar o risco...
A minha natureza é pisar o risco e adoro.
Porque terei que lutar contra isso? Não tenho, não tenho sequer de fazer esforços, para além dos possíveis, para entender o que me ultrapassa. Adoro pisar o risco, correr riscos, experimentar e ter prazer com isso...é a minha natureza, devo aceitá-la. E mais, consigo conciliar o pisar o risco com uma vida paralelamente adequada e aceitável (pelos menos aos olhos da sociedade), por isso entendo e resigno-me à minha natureza arriscada. Sou assim. Não sou, nem quero ser aquilo que não sou...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Ser quem não se é...
Este fim-de-semana passei por uma situação estranha. De repente dei por mim a ser quem não sou. Isso fez-me reflectir bastante.
Muitas vezes somos, estamos e comportamo-nos de forma diferente e nada se assemelha aquilo que somos. Pergunto-me porque tal acontece. Chego à conclusão que a sociedade desempenha um papel castrador. Fazemos coisas que não queriamos fazer. Somos, por vezes, pessoas que não queremos ser e até fujimos de nós com medo da nossa essência.
A sociedade exige perfeição e como estou longe dela sou, às vezes, alguém que não queria ser.
Sou uma menina mulher com imperfeições, de convicções, lutadora, exigente, com mau feitio, contestatária, directa, pouco elegante, brincalhona, arrogante, gulosa, teimosa, às vezes infantil, nem sempre honesta, independente, meiga.
Nem sempre sou tudo isto...até porque é mais fácil ser quem não somos... do que nos mostrarmos aos outros despidos de defesas.
domingo, 1 de maio de 2011
Não gosto de...
Já foi há uns meses que escrevi tudo o que precisa. Hoje é dia de descrever tudo aquilo de que não gosto e são imensas coisas.
Não gosto de...
- hipocrisia;
- favas;
- inércia;
- loiras;
- lavar a loiça;
- dobrar roupa;
- telenovelas;
- água fria;
- perder tempo;
- ingratidão;
- facadas nas costas;
- caju;
- chuva;
- motas de três rodas;
- saltos altos;
- brigas;
- injustiças;
- indecisões;
- vermelho;
- borrego;
- presunto;
- opiniões não fundamentadas;
- porque sim;
- burocracias;
- imi;
- josé socrátes;
- tony carreira;
- rotundas;
- irresponsabilidade;
- regras inquestionáveis;
- sinais vermelhos;
- enxaquecas;
- música pimba;
- anilhas;
- aves;
- ter sono e não poder dormir;
- cheiro a fritos;
- indiferença;
- gritos;
- ordens;
- decisões difíceis;
- ponderar;
- caminhar;
- frio;
....
- não gosto de existir sem um sentido, sem um rumo...
Não gosto de...
- hipocrisia;
- favas;
- inércia;
- loiras;
- lavar a loiça;
- dobrar roupa;
- telenovelas;
- água fria;
- perder tempo;
- ingratidão;
- facadas nas costas;
- caju;
- chuva;
- motas de três rodas;
- saltos altos;
- brigas;
- injustiças;
- indecisões;
- vermelho;
- borrego;
- presunto;
- opiniões não fundamentadas;
- porque sim;
- burocracias;
- imi;
- josé socrátes;
- tony carreira;
- rotundas;
- irresponsabilidade;
- regras inquestionáveis;
- sinais vermelhos;
- enxaquecas;
- música pimba;
- anilhas;
- aves;
- ter sono e não poder dormir;
- cheiro a fritos;
- indiferença;
- gritos;
- ordens;
- decisões difíceis;
- ponderar;
- caminhar;
- frio;
....
- não gosto de existir sem um sentido, sem um rumo...
quinta-feira, 14 de abril de 2011
E quando a balança está equilibrada?
Há dias que ando a pensar na minha balança decisional. Preciso de tomar decisões e não consigo. Ando num impasse. Faço, não faço. Pensei em estratégias que me ajudassem a decidir e mentalmente peso, com frequência, os prós e contras, mas não consigo chegar a nenhuma conclusão. Entretanto, a inércia apodera-se de mim e nem para trás, nem para a frente. Fico naquela (expressão típica de adolescente e também traduz o meu estado neste momento). Realmente pareço uma adolescente. Vivo um dia de cada vez, mas sempre com as dúvidas e as inquietações a perseguirem-me. Não é bem adolescência, porque nesta fase da vida não se elabora grandemente sobre os assuntos. Faz-se e pronto, logo que vê. Enfim.
Voltando atrás, depois de muito ponderar, voltei à estaca zero, as vantagens de tomar uma decisão não pesam mais do que as desvantagens e aqui ando às voltas.
Porque é que isto é um problema? Boa pergunta. Cheguei à conclusão que detesto andar neste impasse, muito menos durante tanto tempo. Por isso, preciso de mais estratégias que me ajudem a decidir. Ontem pensei: "posso desistir, mas depois lembrei-me, possa nunca desisti de nada na minha vida". Será que estou preparada para lidar, pela primeira vez, com os sentimentos inerentes a desistir de algo? Não sei se me apetece. Não sei se me apetece lidar com as dúvidas de quem não pagou para ver. Mas se pago para ver...este show pode continuar igual, num impasse.
Penso, e já não é de agora, penso bastante e até utilizei a balança decisional para me ajudar. Ao fim ao cabo não cheguei a nenhuma conclusão que me possibilitasse sair deste ciclo vicioso.
Resigno-me e vivo um dia de cada vez, mas até quando vou aguentar?
A minha balança está equilibrada! Mas porque? Porque aquilo que penso é substancialmente diferente daquilo que sinto.
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