sábado, 14 de novembro de 2009

Desapareceste????

Poo. Estou outra vez assim!Que chatice!Faz tempo que não me sentia assim. O mês de Novembro sempre foi mau, mas este. Estou sem motivação, paciência, sem ideias, sem vida...
Em alturas como esta largei tudo e fui...fui à aventura e neste momento, é disso que estou à procura!Estou saturada da rotina que deixei que se instalasse na minha vida!Estou saturada de ver sempre as mesmas caras, estou farta de me magoar...de me iludir e depois desiludir.
E tu?Onde andas?Desapareceste, não é?Como quase sempre... Ainda não percebeste que me fazes falta e não é só às vezes, é sempre. Partes assim sem dizer nada, sem deixares rasto e vens apenas sempre nas mesmas datas. Para quê?Assim só perturbas...e muito!Fico zangada mesmo...estou zangada contigo.
Não queres voltar?Se voltares perdoo-te...volta...preciso de ti!

sábado, 17 de outubro de 2009

Boîte aux lettres!

Fico lixada… pelo facto da culpa de coisas que não correm bem ser dos outros…
os únicos responsáveis das coisas deviam ser os envolvidos…
mas não…
…é a distancia, são as pessoas que dizem coisas, é o trabalho e os amigos que são os mesmos…
e por ai fora!
Tretas!
Parece que as pessoas, hoje em dia, não pensam sozinhas sobre as coisas…
e mais, parece que são robots que não sentem!
É a merda!

domingo, 11 de outubro de 2009

Ódio às escolas...

Ando a ler um livro de Pedro Paixão. Encontrei um texto que quero partilhar com quem não teve ainda a oportunidade de com Pedro se cruzar...
"Uma criança quando entra na escola perde para sempre algo maravilhoso. O pequeno deus selvagem que a habita é abafado. Celebra-se a entrada no inferno do mundo. A imposta distância a quem ama loucamente é um primeiro abandono imperdoável ao qual se seguirão na vida outros, como ecos. Ao aprender a escrever perde-se uma natural vivacidade no falar porque a gramática é uma prisão cheia de erros e castigos. A criança começa a ser talhada, retalhada, para poder encaixar num buraco qualquer de uma sociedade indispensável. Eu sei que viver na pura alegria de uma criança é pedir demasiado. Eu sei que pedir para viver é demasiado. (...)Na universidade as coisas parecem ir melhor porque já se está perfeitamente domesticado. É preciso escolher um curso determinado pelo acaso e passar de ano para ano como quem sobe uma escada para o calaboiço. É no emprego que nos tiram de vez a cabeça, um resto de independência, a capacidade de uma qualquer alegria. Os colegas são o inferno da idade adulta. Claro que isto tudo é indipensável e não compreende as crianças a sucumbir de fome e sede. (...)Os sonhadores ficam obrigatoriamente desempregados e acabam mal. Está escrito com sabedoria divina que o reino dos céus pertence aos simples de espírito. Com a educação tecnológica acima de tudo alastra uma terrível cegueira e a bondade não se ensina."
O Mundo é tudo o que acontece...Este é o título de um livro fantástico, mas é também aquilo que nos cirscunscreve à nossa existência. No meu mundo acontecem tantas coisas...no mundo de todos nós... E mais, nem sempre aquilo que nos acontece, é aquilo pelo qual esperávamos. Quantas vezes achamos que temos a nossa vida "controlada", perfeitamente planeada e arrumada, como se de gavetas de armários se tratasse. Nunca, ou quase nunca, as coisas estão arrumadas nas gavetas mais do que, por uns breves instantes. E depois? Depois, quando nos apercebemos que nada está como deixámos, vem a tristeza, depois a interrogação, mas porquê, a seguir a desilusão e mais tarde, antes mesmo de uma nova arrumação, vem o conformismo...ou então não! Eu conformo-me com alguma facilidade e rapidamente questiono tudo o que está nas gavetas e as remexo. Nunca encontro nenhuma resposta, apenas uma nova forma, tão válida quanto a anterior, para as voltar a organizar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O meu motor de busca

Pablo Neruda imortalizou uma frase que nem sempre me faz sentido, mas na realidade, ela é um motor de busca da humanidade: “A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos.”
O momento incerto pelo qual estou passando exige uma pessoa certa. Ao meu lado, literalmente falando, esta pessoa não está. Existe sim, mas num cofre fechado, aquele que guarda recordações do passado e aquele que pelos momentos passados exige coisas para o futuro. Por isso mesmo, este momento incerto não é uma confusão gigantesca, é apenas um momento. No fundo, sei o que tenho de fazer, como devo fazer e tenho promessas a cumprir que me motivam para seguir em frente.
Não sei bem, contudo, qual a frente que vou percorrer.
Talvez seja melhor colocar no meu motor de busca: "encontrar a pessoa errada no momento certo"



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sub-mundo!!!

A ideia de que todos temos sub-mundos escondidos dos que nos são próximos martelou a minha cabeça hoje...
Não raras vezes reflicto sobre os meus pensamentos escamoteados, aqueles que traduzem opiniões acerca dos outros, que nunca partilho. Mas, afinal, não partilho porque?Podem ser várias as razões. Não quero magoar o próximo, não quero expor o meu ponto de vista mais negro sobre o outro, não quero desiludir ou pretendo ficar na ilusão para sempre, afinal posso estar errada!!!
No meio destas ideias lembrei-me de uma imagem que por si só ilustra a complexidade daquilo que me tem preocupado. Quantos de nós vive cada dia olhando para uma parede que projecta sombras de vidas reais?Quantos de nós olham para o lado, vêem pessoas e estas não passam de sombras?Talvez moremos todos num sub-mundo e raramente conseguimos andar a tona de uma alegoria da caverna...

domingo, 3 de maio de 2009

Os problemas têm tamanho?

A girafa Júlia mudava de árvore para continuar a sua refeição quando se cruzou com o rato Mateus. Este tinha um ar preocupado e levava o seu olhar baixo. Quando viu a girafa perguntou-lhe:
- Júlia, tu nunca pareces ter problemas...
A girafa interrompeu Mateus e respondeu:
-Tenho sim mas sabes, sou tão alta que eles nunca conseguem ser muito grandes, olho-os sempre de cima. Mas porquê a pergunta?
O rato olhou para a girafa e disse:
-Os meus problemas são sempre enormes e quando os olho...quase não os vejo...
-Então não estou a perceber porque estás tão preocupado, Mateus!!!-disse a Júlia
-O problema é que, enquanto os outros os vêem grandes ou pequenos, dependendo do seu tamanho, eu, Mateus, sinto-os...e sinto-os cá numa dimensão...doem muito e fazem-me ficar triste -disse o rato angustiado.
Entretanto, depois destas palavras, o rato procurou uma frase de consolo de Júlia, mas a sua amiga grande estava distraída com as frescas folhas da nova árvore.
Mateus penso: "enfim cada um com as suas coisas..."

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O código do amor

Hoje não consigo expressar-me sem fazer uso das palavras de alguém que escreve sobre as emoções de uma forma natural, o Professor Eduardo Sá diz assim:
“…As emoções são tão naturais como a sede, tenho-o repetido. “Falam” à solta no nosso corpo e à margem da vontade. Embaraçam-nos, muitas vezes, sempre que não sabemos o que fazer com elas.
As emoções são a consequência da sabedoria que a experiencia deixa guardada em cada um de nós. Vão sempre um pouco mais além da nossa capacidade de as compreender: são uma forma menos complicada, e mais atenta, de pensarmos…sem dar por isso.
As emoções são o grande semáforo da vida. O verde é a paixão; é de avançar. Surge quando menos o esperamos e, por vezes, nos lugares onde imaginávamos só haver stops, sentidos proibidos e caminhos sem prioridades. O amarelo é a intuição: tanto nos pressiona de esperança e nos faz apressar para a vida, como nos sinaliza o medo, quando nada o faria prever. O vermelho é o medo e a prudência e leva-nos a parar e a reflectir, até que outra cor nos leve a avançar.
As pessoas são os arquitectos das nossas emoções. Criam espaços, com luz, onde o nosso olhar se expande e onde crescemos…
Ser feliz para sempre não é o mesmo que ser sempre feliz. Ser feliz para sempre leva a que imaginemos que as pessoas que nos consideram o melhor do seu mundo jamais nos darão “ordem de despejo” ou se irão divorciar de nós, devagarinho e em silêncio…”