segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sub-mundo!!!

A ideia de que todos temos sub-mundos escondidos dos que nos são próximos martelou a minha cabeça hoje...
Não raras vezes reflicto sobre os meus pensamentos escamoteados, aqueles que traduzem opiniões acerca dos outros, que nunca partilho. Mas, afinal, não partilho porque?Podem ser várias as razões. Não quero magoar o próximo, não quero expor o meu ponto de vista mais negro sobre o outro, não quero desiludir ou pretendo ficar na ilusão para sempre, afinal posso estar errada!!!
No meio destas ideias lembrei-me de uma imagem que por si só ilustra a complexidade daquilo que me tem preocupado. Quantos de nós vive cada dia olhando para uma parede que projecta sombras de vidas reais?Quantos de nós olham para o lado, vêem pessoas e estas não passam de sombras?Talvez moremos todos num sub-mundo e raramente conseguimos andar a tona de uma alegoria da caverna...

domingo, 3 de maio de 2009

Os problemas têm tamanho?

A girafa Júlia mudava de árvore para continuar a sua refeição quando se cruzou com o rato Mateus. Este tinha um ar preocupado e levava o seu olhar baixo. Quando viu a girafa perguntou-lhe:
- Júlia, tu nunca pareces ter problemas...
A girafa interrompeu Mateus e respondeu:
-Tenho sim mas sabes, sou tão alta que eles nunca conseguem ser muito grandes, olho-os sempre de cima. Mas porquê a pergunta?
O rato olhou para a girafa e disse:
-Os meus problemas são sempre enormes e quando os olho...quase não os vejo...
-Então não estou a perceber porque estás tão preocupado, Mateus!!!-disse a Júlia
-O problema é que, enquanto os outros os vêem grandes ou pequenos, dependendo do seu tamanho, eu, Mateus, sinto-os...e sinto-os cá numa dimensão...doem muito e fazem-me ficar triste -disse o rato angustiado.
Entretanto, depois destas palavras, o rato procurou uma frase de consolo de Júlia, mas a sua amiga grande estava distraída com as frescas folhas da nova árvore.
Mateus penso: "enfim cada um com as suas coisas..."

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O código do amor

Hoje não consigo expressar-me sem fazer uso das palavras de alguém que escreve sobre as emoções de uma forma natural, o Professor Eduardo Sá diz assim:
“…As emoções são tão naturais como a sede, tenho-o repetido. “Falam” à solta no nosso corpo e à margem da vontade. Embaraçam-nos, muitas vezes, sempre que não sabemos o que fazer com elas.
As emoções são a consequência da sabedoria que a experiencia deixa guardada em cada um de nós. Vão sempre um pouco mais além da nossa capacidade de as compreender: são uma forma menos complicada, e mais atenta, de pensarmos…sem dar por isso.
As emoções são o grande semáforo da vida. O verde é a paixão; é de avançar. Surge quando menos o esperamos e, por vezes, nos lugares onde imaginávamos só haver stops, sentidos proibidos e caminhos sem prioridades. O amarelo é a intuição: tanto nos pressiona de esperança e nos faz apressar para a vida, como nos sinaliza o medo, quando nada o faria prever. O vermelho é o medo e a prudência e leva-nos a parar e a reflectir, até que outra cor nos leve a avançar.
As pessoas são os arquitectos das nossas emoções. Criam espaços, com luz, onde o nosso olhar se expande e onde crescemos…
Ser feliz para sempre não é o mesmo que ser sempre feliz. Ser feliz para sempre leva a que imaginemos que as pessoas que nos consideram o melhor do seu mundo jamais nos darão “ordem de despejo” ou se irão divorciar de nós, devagarinho e em silêncio…”

Tia Li...


Hoje, sem dúvida, é um dia feliz... tive arrepios e chegaram-me as lágrimas aos olhos!Depois de 8 anos de amizade intensa, depois de te ter visto crescer como pessoa, sorrir, chorar, estar triste e feliz, depois de ter partilhado contigo momentos de luta, finalmente vais ser mãe...Uma dádiva para quem tanto lutou, para quem tanto se esforçou, para quem nunca caiu mesmo no meio dum turbilhão de esforços para te derrubar.
Quem me diria que, ainda este ano, seria tia...a tia Li está cá para o que der e vier. A tia Li está cá para fazer jus às brincadeiras de Faculdade, em cada visita a tia Li tem um novo namorado...
Estou feliz por vós e mais, tenho a certeza absoluta que terás uma oportunidade, que não desperdiçarás, de educar com rectidão, valores, honestidade e sinceridade como sempre foram as tuas bandeiras e as linhas guias da nossa grande amizade...
Que nova e estranha esta emoção de ser tia, sem ter irmãos de sangue...
Parabéns Barbrinha e Hugo... "...Dividir é multiplicarmo-nos."


domingo, 5 de abril de 2009

A força das conveniências

Hoje a minha mente e mesmo o meu estado de espírito estiveram ocupados com questões que de tão difícil resposta se tornaram meta-questões. Estas ideias fermentam-se há já algum tempo mas só hoje tomaram a forma de dilemas e assim, só hoje, consigo transcrevê-las com sentido. Afinal aquilo que existe é real, tem raízes, fundamento e valor próprio ou não passa de um conjunto de circunstâncias que se reuniram?Ou seja, talvez não passem de mitos que por conveniências se transformaram em entidades próprias mas, de certo, nada disto era real se não estivessem reunidas à volta de um tempo e um local próprios um conjunto de "coisas". Estas "coisas" são estranhas e traduzem-se diariamente em pequenos detalhes pouco claros, pouco honestos, muito pouco saudáveis, ao ponto de momentos importantes passarem para segundo plano como se de umbigos gigantescos se tratassem. Ideias confusas... é por estas "coisas" existirem que não posso chamar as coisas pelos nomes e, assim, procuro artimanhas para traduzir emoções, sentimentos, sensações, amarguras e tristezas...Convém-me, tal como a vocês todos, chamar isto assim, de forma subtil e depois, sempre que seja necessário, falar, sentir mostrar outras coisas...é a força das conveniências!

terça-feira, 31 de março de 2009

Paleta de cores...

Dúvida,
Intolerância,
Incerteza,
Inocência,
Honestidade,
Simplicidade, Sinceridade,
Amizade,
Generosidade...
Queria poder inventar uma cor para cada uma destas palavras e conseguir com uma só pincelada pintar um quadro lindo que fosse capaz de ficar nas memórias para sempre e de tão belo fosse por si só eterno!
Cada cor transmitia uma sensação, mas cada cor era capaz de contar uma história também.
Cada palavra tinha uma cor e para cada pessoa essa cor seria diferente mas, de forma harmoniosa, todos viam a mesma pintura. As sensações são cores mutáveis para cada ser humano e cada cor tem uma intensidade.
O meu último quadro é, simplesmente, intenso...e brilha. Nem sequer posso dizer que demorei muito a pintá-lo, foi num momento de grande inspiração: levantei os olhos, cruzei a tela branca, fechei os olhos, senti um arrepio, abri a caixa das tintas e com pincéis novos fui capaz através de movimentos rápidos descrever momentos inesquecíveis que me levitam ao ponto de sentir paixão por cada traço, por cada cor, por cada pincelada...são arrepios constantes. E assim se constrói uma história num pano colorido e assinalada para sempre. São marcas que ficam e olhos que brilham cada vez que o cruzam num movimento, recordando as dores sentidas por cada traço!Decoras uma parede num espaço íntimo para a maior parte das pessoas, para mim foste cada momento, sentido de uma forma única, indescritível, quase assustadoramente doloroso. Para mim és tudo aquilo que não és, nem nunca vais ser para a maior parte das pessoas, e mesmo que te explique ou que te descreva com pormenor... sentir só eu consegui...