quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tia Li...


Hoje, sem dúvida, é um dia feliz... tive arrepios e chegaram-me as lágrimas aos olhos!Depois de 8 anos de amizade intensa, depois de te ter visto crescer como pessoa, sorrir, chorar, estar triste e feliz, depois de ter partilhado contigo momentos de luta, finalmente vais ser mãe...Uma dádiva para quem tanto lutou, para quem tanto se esforçou, para quem nunca caiu mesmo no meio dum turbilhão de esforços para te derrubar.
Quem me diria que, ainda este ano, seria tia...a tia Li está cá para o que der e vier. A tia Li está cá para fazer jus às brincadeiras de Faculdade, em cada visita a tia Li tem um novo namorado...
Estou feliz por vós e mais, tenho a certeza absoluta que terás uma oportunidade, que não desperdiçarás, de educar com rectidão, valores, honestidade e sinceridade como sempre foram as tuas bandeiras e as linhas guias da nossa grande amizade...
Que nova e estranha esta emoção de ser tia, sem ter irmãos de sangue...
Parabéns Barbrinha e Hugo... "...Dividir é multiplicarmo-nos."


domingo, 5 de abril de 2009

A força das conveniências

Hoje a minha mente e mesmo o meu estado de espírito estiveram ocupados com questões que de tão difícil resposta se tornaram meta-questões. Estas ideias fermentam-se há já algum tempo mas só hoje tomaram a forma de dilemas e assim, só hoje, consigo transcrevê-las com sentido. Afinal aquilo que existe é real, tem raízes, fundamento e valor próprio ou não passa de um conjunto de circunstâncias que se reuniram?Ou seja, talvez não passem de mitos que por conveniências se transformaram em entidades próprias mas, de certo, nada disto era real se não estivessem reunidas à volta de um tempo e um local próprios um conjunto de "coisas". Estas "coisas" são estranhas e traduzem-se diariamente em pequenos detalhes pouco claros, pouco honestos, muito pouco saudáveis, ao ponto de momentos importantes passarem para segundo plano como se de umbigos gigantescos se tratassem. Ideias confusas... é por estas "coisas" existirem que não posso chamar as coisas pelos nomes e, assim, procuro artimanhas para traduzir emoções, sentimentos, sensações, amarguras e tristezas...Convém-me, tal como a vocês todos, chamar isto assim, de forma subtil e depois, sempre que seja necessário, falar, sentir mostrar outras coisas...é a força das conveniências!

terça-feira, 31 de março de 2009

Paleta de cores...

Dúvida,
Intolerância,
Incerteza,
Inocência,
Honestidade,
Simplicidade, Sinceridade,
Amizade,
Generosidade...
Queria poder inventar uma cor para cada uma destas palavras e conseguir com uma só pincelada pintar um quadro lindo que fosse capaz de ficar nas memórias para sempre e de tão belo fosse por si só eterno!
Cada cor transmitia uma sensação, mas cada cor era capaz de contar uma história também.
Cada palavra tinha uma cor e para cada pessoa essa cor seria diferente mas, de forma harmoniosa, todos viam a mesma pintura. As sensações são cores mutáveis para cada ser humano e cada cor tem uma intensidade.
O meu último quadro é, simplesmente, intenso...e brilha. Nem sequer posso dizer que demorei muito a pintá-lo, foi num momento de grande inspiração: levantei os olhos, cruzei a tela branca, fechei os olhos, senti um arrepio, abri a caixa das tintas e com pincéis novos fui capaz através de movimentos rápidos descrever momentos inesquecíveis que me levitam ao ponto de sentir paixão por cada traço, por cada cor, por cada pincelada...são arrepios constantes. E assim se constrói uma história num pano colorido e assinalada para sempre. São marcas que ficam e olhos que brilham cada vez que o cruzam num movimento, recordando as dores sentidas por cada traço!Decoras uma parede num espaço íntimo para a maior parte das pessoas, para mim foste cada momento, sentido de uma forma única, indescritível, quase assustadoramente doloroso. Para mim és tudo aquilo que não és, nem nunca vais ser para a maior parte das pessoas, e mesmo que te explique ou que te descreva com pormenor... sentir só eu consegui...

domingo, 8 de março de 2009

O brilho da sensibilidade!

Já algumas vezes pensei que seria melhor ser uma pedra tão dura como uma rocha circundante ao mar com uma grandeza inconfundível, que apenas se deixa lascar com o passar dos anos. Não sou… nem grande… nem dura.
A minha sensibilidade ajuda-me a ser tocada por uma frase, por um gesto, por um sorriso e, principalmente, por um olhar. Emocionar-me não é difícil. Deixar-me envolver por histórias, por verdades e, essencialmente, por sentimentos é tão bom como comer um crepe com chocolate ao olhar para o pôr-do-sol num dia de Outono. Claro está, que quando nos envolvemos também sofremos, mas quando não o fazemos, esquecemo-nos de dar ao outro e olhamos para um umbigo que nos pertence e não consegue nunca chegar tão perto de alguém como esse alguém tanto merece.
Amar as pessoas, amar o outro, ver as qualidades do ser humano sempre num primeiro plano é, genuinamente, colocar a sensibilidade ao serviço das pessoas e utilizá-la para fazermos nascer sorrisos.
Ser sensível é, na minha opinião, ser corajoso. A coragem é uma virtude ou um defeito? Por vezes a coragem pode bloquear-nos no nosso Eu, naquilo que queremos para nós e leva-nos a sensibilidade, mas tal como as moedas também nesta perspectiva existe um outro lado. Ser sensível exige uma coragem desmedida. Cada gesto pode levar-nos ao abismo e saber lidar com a nossa própria sensibilidade exige um trabalho interior e exterior de desbloqueamento e avanço para um outro nível.
Recentemente os meus olhos brilharam. Talvez tenha conseguido sentir o brilho de alguém que me tocou, que interiorizei, reflecti e elaborei. E qual foi o resultado final? O brilho dos meus olhos iluminou o meu dia de uma forma quase natural, sem qualquer esforço.
Contudo os meus olhos também têm momentos mais baços. São o reflexo de um sentir cinzento, que reflicto, senti e elaboro. Por vezes não consigo sorrir. O sofrimento do próximo é tão grande que os dias tornam-se cinzentos. É o que penso até ao momento em que percebo que o meu Eu não vai poder trazer nada de novo ao outro se me deixar contagiar pela sua falta de brilho.
Há olhos no Mundo que brilham para me alcançar e de tanto brilharem me tocam pela sua ingenuidade e sensibilidade. E outros há, que de tão cinzentos me tocam no sofrimento e de repente vivo de uma forma intensa a dor do peito do outro.
A sensibilidade é isto mesmo. É ter coragem para sentir e viver o outro dentro de nós. Hoje só queria poder viver dentro de mim alguém com uns olhos brilhantes e iluminados, mesmo que esse alguém não tivesse consciência nenhuma do seu próprio brilho.

Afinal a vida é feita de momentos mas para os conseguirmos viver temos de deixar que experimentem as diferentes chaves de um cofre, por vezes fechado, mas jamais fechado para sempre. E depois????Depois, quando o cofre está aberto é possível guardar coisas novas dentro dele...ainda bem que há pessoas que insistem em não desistir de abrir cofres à primeira tentativa falhada. Ainda bem que há pessoas com poderes desbloqueadores, pessoas que através de um gesto, de uma frase ou de uma partilha nos trazem de volta à vida tal como é...nua, crua e dura mas saborosa!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Pessoa M(uito) G(rande)

Elevo à categoria de post este comentário de uma personagem muito espectacular do meu quotidiano!Estas ideias são da sua cabeça e esta é a minha forma de agradecer e felicitar neste dia...Obrigada!
"O tempo que corre no teu relógio, a data que marca o teu calendário são coisices da vida vivida que a sociedade nos demanda... O teu tempo, a tua história alimenta-se de ti própria e a vida é muito mais que um somatório de dias... Assim... temo em te dizer amiga que o adeus nunca parte... como nos conta a vida vivida que a sociedade nos demanda... O adeus contempla-se, amadurece-se e emancipa-se em nós...Nesta luta de esculpir o adeus, o até já não é um meio, mas um fim...O adeus comporta saudade, dor, a tal confusão...O até já transforma o adeus num pedaço de vida, num pedaço de nós, alimenta a memória de bons momentos que devem ser sempre olhados como uma boa recordação e não como um adeus...O adeus abandona e renega... o até já constroí o teu eu, aceitando os adeus da vida...Do adeus, posso dizer que... despedir-se na hora certa evita-se que se estrague um sonho de um cavaleiro num cavalo branco...e permite sim, que se guarde um sonho que a vida vivida que a sociedade nos demanda poderia estragar...Ademais... a vida vivida que a sociedade nos demanda diz-te que o amor se esgota numa pessoa, num momento, num lugar...A luz que brilha, o passaro que canta, o rio que corre... mostram-te que o amor não tem relógio, nem calendário...O amor é muito mais que isso é a própria vida a pedir-te para viveres..." (M.G.)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Até já...

Apesar da ausência continuo a pensar!Mantenho um estado de alma nem sempre claro que reflecte a minha capacidade de escrever. Uma coisa é certa, nos momentos mais negros consigo escrever aquilo que me passa pela cabeça, mas nos momentos confusos, aqueles em que apesar de pensar muito, nada concluo, não consigo nem escrever, nem nada dizer!
Este novo ano começou assim!Confuso, essencialmente confuso...Ocupo o meu dia o mais que posso, com um cem número de coisas a fazer, para que os momentos que me restam para pensar sejam momentos de cansaço em que nada consiga concluir...Assim tem sido!
No entanto, tenho sido invadida por pensamentos constantes acerca da despedida. Para mim dizer adeus é fácil, se for rápido é super fácil!Penso que nunca será definitivo, substituo o adeus por um "até já"...O pior vem depois...com o passar do tempo e pelo rumo que a vida nos faz tomar muitos dos "até já" transformam-se em adeus com portas fechadas a cadeado e sem retorno.
O post de hoje tem um sentido, quero dizer "até já" a todos que perderam algum do seu tempo a ler este blog, quero dizer-vos que poderei voltar a escrever em breve, mas também quero partilhar este desabafo, não esperem por mim tão cedo, não façam como eu fiz!Há quase um ano disse adeus a alguém que era um "até já", acompanhado de olhos tristes e de lábios macios. Nesse momento pediram-me para esperar, fizeram prometer que esperava e aqui estou à espera...passados 10 meses estou a espera porque cumpro sempre as minhas promessas. No entanto, racionalmente sei que o "até já" mais doloroso da minha vida transformou-se num adeus definitivo, sem retorno. Afinal entender o mundo e as voltas que a vida dá não é difícil, o mais difícil é aceitar essas voltas e continuar a viver com os adeus que nos fazem esquecer o tempo que ainda está para vir....